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Um círculo de amor (alimentar!)

A falta de apetite das crianças pode vir desde a gestação

Um círculo de amor (alimentar!)

Antes de qualquer coisa gostaria de agradecer o feedback muito legal que tive de vocês, queridos leitores, com a coluna do final de ano!

Hoje, porém, vou sair um momento do lado escolar e vou falar um pouco do lado família. No meu blog, escrevi um post sobre o círculo do amor que existe entre a mãe e um filho em relação à alimentação.

Li uma matéria muito interessante num site italiano, que se chama www.psicologo360.it, onde se discutia os diversos motivos da falta de apetite nas crianças.

O texto fala sobre o afeto que a mãe passa para o filho desde dentro da barriga, a sua alimentação e tranquilidade durante a gravidez, mas, mais importante ainda, é a partir do nascimento, quando se passa pela fase da amamentação, as primeiras papinhas e aqui, segundo os psicólogos, uma fase importantíssima na formação alimentar infantil.

Existem crianças que já nascem com a tendência, até mesmo temperamental, de gostar de comer (o que eu defendo, pois acredito que parte de nossos comportamentos sejam hereditários, inclusive neste caso alimentar). Já outras, passam por uma fase, que muitas vezes e nos últimos anos, além da conta, duram um certo tanto, para o sofrimentos de muitas mães.

A matéria põe em questão a tranquilidade que as mães passam para os seus pequenos na hora de comer, desde a amamentação. Quando maiorzinhos e começam com as papinhas, começam as crises de nervos no caso dos que não curtem comer.

A gente já conhece a saga com as verduras e as frutas. Mas, infelizmente, temos casos, e atualmente não são poucos, de crianças que não gostam de comer e ponto final. E é aqui que eu entro com a minha parte do blog e meu lado de professora que acompanha diariamente crianças nas horas das refeições .

Já contei aqui na coluna que temos na escola a regra de que não existe “não gosto”. Atenção porque não estou falando de gosto alimentar! Mas sim do fato que tudo, rigorosamente tudo, deve se experimentar. Uma garfada ou colherada! Aí, se não gostar (e é obvio que não gosta... Pelo menos na cabecinha deles), pode dizer que experimentou, mas não gostou.

Mas experimentou! Tudo tem que se experimentar! Sem discussão! Fazer birra não funciona e simplesmente é um ato de “guerra”, comandada dos filhos contra os pais. E, na maioria das vezes, os pequenos vencem pelo cansaço. Até mesmo pelo cansaço que nós adultos temos do nosso dia a dia frenético!

Pois bem, voltemos ao circulo do amor... Ou melhor, voltemos tempos atrás na época quando os nossos pais eram pequenos. Eram outros tempos, tudo bem, já sabemos disso. Aliás, tinha-se mais tempo para tudo, inclusive mais qualidade de tempo, se assim podemos dizer.

Qualidade porque o tempo que se dedicava a fazer as crianças se sentarem para comer era outro. Era meio que uma tradição, um hábito que hoje, justamente com a correria, não é mais tão habitual. Até ai tudo bem, repito: os tempos mudaram... E não entremos na questão se para melhor ou pior, mas o que me faz refletir é o fato de que na época dos nossos pais, questão de duas gerações para trás, a quantidade de doenças ligadas à alimentação era quase que mínima, mas, sobretudo, a birra também era quase inexistente. Exatamente porque os pais ficavam no pé!

Uma questão de ser um tiquinho mais severo. Conseguir colocar o nosso stress e cansaço cotidiano de lado e não deixar que a turminha vença! E é aí que se torna a parte do círculo de amor, e a paciência que tanto tento passar para vocês, fazer a turminha participar, educar como a matemática, mas com a comida! Aliás, muuuito mais divertido!

De geração em geração. Desde lá de dentro da barriga da mamãe (como canta Rita Lee), passo a passo com o nosso crescimento, com o crescimento dos nossos pequenos. Um círculo. Que deve ser mantido, nutrido, com muito amor, paciência, imaginação, trabalho de equipe (e aqui entra a escola, a babá, a vovó...) sempre! E um pouco de severidade não faz mal!! Pelo contrário!! Adoro quando as mães vêm me agradecer, dizendo que gostam do jeito que sou com os filhos delas... Uma me definiu amorosamente severa!!

E mesmo assim, amorosamente severa, eu tenho o respeito da turminha e a gente se adora!! Deixo aqui o link da matéria (inappetenza nei bambini by psicologi360.it) e, para quem quiser, dar uma visitada no meu blog mangiachetifabenebimbo.wordpress.com

Quem quiser contar um pouco de suas histórias, como é na casa de vocês... Me contem tudo!! Adoro material para refletir e compartilhar!

Marcela Senise

Marcela Senise

Marcela Senise, filha de Miro e Leda, mora em Turim. É formada em Marketing e Gastronomia, entrou no mundo infantil por acaso e nunca mais saiu de lá! É professora de inglês do maternal ao 1º grau e vai contar suas aventuras observando a hora da comida dessa criançada.

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