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Thales Malta Leal

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Volta às aulas!

A importância dos pais na adaptação dos pequenos

Volta às aulas!

Agora começamos o ano de vez. Fevereiro, carnaval e… Escola! Ou escolinha para os menores, que é o caso do meu filho, de dois anos e três meses. Esta semana foi o primeiro dia de "aula" na sala nova, com turminha nova e tias novas. Ele já é aluno desde o ano passado, então já sabe bem o que é ir para escola. Quando chegou na porta, olhou bem, observou, subiu as escadinhas e de repente, voltou rumo ao portão de saída. Disse assim para mim, com todas as letras: “Mamãe, vamos para casa?”

O que fazer nessa hora? Na verdade, a vontade foi de rir. Mas segurei firme a gargalhada, afinal, temos que levar a sério o sentimento dos nossos filhos. O que é engraçado para mim, não é para ele. Imagina, ele estava há mais de um mês em casa, brincando com os próprios brinquedos, sem muita rotina ou hora marcada e, de um instante para o outro, tudo volta a ser como era no ano passado? No mínimo chato. Com calma, conversei, expliquei que já era hora de voltar para a escolinha, brincar com os amigos, desenhar, pintar, cantar e tudo o que tem direito. Mesmo assim ele insistiu, queria voltar para casa a qualquer custo. O jeito foi pegar no colo e entrar aos poucos, mostrado o parquinho, o gramado, as recepcionistas, as figurinhas nas paredes, etc.

Quando chegamos na salinha, mesmo ele revendo alguns dos antigos amigos de turma, fez cara feia. Grudou no meu colo e não tinha santo que o fizesse sair. Aos poucos, eu e as tias fomos mostrando a ele que valia a pena entrar. Claro que fui junto, sentei, brinquei tanto com ele, quanto com as outras crianças, cantei as músicas da Xuxa, da Galinha Pintadinha, fiz massinha e ali mesmo me convenci ainda mais da importância de nossas presenças na escolinha de nossos filhos. Somos o porto seguro deles! Essa transição para um outro mundo, desconhecido, cheio de gente que eles não conhecem, é complicada, requer psicologia, requer pai e mãe (ou um dos dois), requer cuidado. Sei, obviamente, que nem todos podem estar presentes com os filhos neste momento, simplesmente porque precisam trabalhar, e aí não tem outra saída a não ser ficar com o coração partido.

Mas, aos que podem tirar este tempinho, reorganizem suas agendas, incluam como número 1 da lista de prioridades e façam vocês mesmos a adaptação de seus filhotes na escolinha. Participem das reuniões sempre que puderem, conversem com as tias que cuidam deles, conversem com as pedagogas, coordenadoras, professores das atividades físicas. Conversem com Deus e o mundo. O que importa é ter certeza de que seu filho está feliz, em ambiente saudável, se desenvolvendo, se alimentando e brincando.

Se cada vez mais conseguirmos aumentar a interação entre pais e escola, tenham certeza de que teremos um mundo melhor! 

Julia Barroso

Julia Barroso

Julia Barroso, mãe do Pedro, nasceu e mora no Rio de Janeiro, mas cresceu entre Brasil e Europa. É autora do livro que conta sua história real, "A menina da coluna torta" e do blog que leva o mesmo nome. Nesta coluna ela conscientiza e dá dicas sobre o problema que afeta milhares de crianças e adolescentes no mundo, a escoliose, uma grave deformidade da coluna vertebral. Neste espaço ela também nos dá o seu olhar sobre a vida como mãe.

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