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Festinha na escola!

Julia mostra que as datas comemorativas devem ser comemoradas na escola

Festinha na escola!

Muito antes de eu ter filho, já me imaginava nas festinhas da escola com ele... ou ela. As surpresas preparadas para os pais nos dias especiais, as dancinhas ensaiadas para as festas juninas, a festa da vovó e todas as outras reuniões festivas que as escolinhas costumam organizar, eu tinha o maior sonho em participar. Acho isso o máximo! Quando tive o Pedro, tudo começou a se realizar. Sou daquele tipo de mãe que curte mesmo, que conta os dias para o evento chegar logo e que vai com câmera numa mão e docinho na outra. Vejo esse tipo de confraternização na escolinha, muito além do que apenas uma horinha de diversão com as crianças, aliás, bota divertido nisso. Vejo como algo importante para a construção da ideia de socializar aquele mini ser. Afinal de contas, tem lugar melhor para interagir com o outro do que em uma festa?

Estes momentos entre as crianças, a família e as professoras, ajudam a formar a vida social dos pequenos, que começam a entender a importância de festejar, se divertir e, sobretudo, lidar com pessoas desconhecidas, como os pais de seus amiguinhos. A festinha ajuda a criança a vencer a timidez, o que é normal da idade. Ajuda na percepção que eles criam sobre o mundo, mostrando que estes momentos descontraídos em conjunto é que fazem a vida mais bela e engraçada.

Adoro quando uma das tias da salinha do meu filho me encontra e fala: - ontem teve ensaio das crianças para a próxima festinha, você precisava ver que graça! Ele ficou todo suado.

Não é para morrer de rir imaginando aquele pimpolho de dois anos ensaiando dancinhas com a turma?

Agora está chegando fim das "aulas" e como despedida do berçario - ano que vem a turminha do Pedro já entra na educação infantil - a escola organizou a festinha de encerramento do ano. A única recomendação foi que os bebês precisariam ir de roupa branca e gorro vermelho, igual ao do Papai Noel.

Vê se eu aguento uma coisa dessa! Mais uma vez lá estava eu, a mamãe coruja, junto com todos os outros pais corujas, curtindo a alegria de nossos filhos em conjunto. Quando as luzes se apagaram e a cortina do palco abriu, me deparei com uma das cenas mais lindas e até engraçadas que já vi: todos sentadinhos em fileira, de uniforme natalino, batendo palmas para acompanhar a melodia do violão tocada pelo professor de música da turma. O bacana é ver como cada criança reage de um jeito diferente. Tiveram as que choraram assustadas, as que dançaram, as que brincaram e as que, assim como meu filho, só observaram de longe a festa. Isso depende de cada um, de cada personalidade e o mais importante é sabermos respeitar. Sempre!

Não deixem de levar seus filhos nas festinhas da escola. Claro que, muitas vezes, os pais não conseguem se liberar do trabalho a tempo, mas sempre que possível, levem. É bom, eles gostam e a companhia dos pais neste momento é fundamental.

Julia Barroso

Julia Barroso

Julia Barroso, mãe do Pedro, nasceu e mora no Rio de Janeiro, mas cresceu entre Brasil e Europa. É autora do livro que conta sua história real, "A menina da coluna torta" e do blog que leva o mesmo nome. Nesta coluna ela conscientiza e dá dicas sobre o problema que afeta milhares de crianças e adolescentes no mundo, a escoliose, uma grave deformidade da coluna vertebral. Neste espaço ela também nos dá o seu olhar sobre a vida como mãe.

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