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Escoliose infantil

Os pais devem ficar atentos ao problema

Escoliose infantil

Faz algum tempo que não escrevo sobre a escoliose aqui para vocês. Em textos anteriores, expliquei um pouco sobre a doença, comentei algumas curiosidades, compartilhei o depoimento de uma mãe aflita por causa da escoliose de seu filho e falei sobre a relação escoliose X gravidez.

Hoje o assunto é delicado: a escoliose infantil. Não é fácil quando descobrimos que nossos filhos podem estar com algum tipo de anormalidade, seja ela de qualquer ordem. Assim também acontece quando percebemos que essa anormalidade é na coluna. A escoliose já é difícil de encarar na fase da adolescência, que foi o meu caso e até na fase adulta.
 
Mas quando se trata de nossos filhos, o problema se torna muito maior. Por isso é muito importante que os pais, familiares e até os profissionais de ginástica e natação das escolinhas, fiquem de olho bem aberto nas crianças. Se notarem algo diferente do normal, que é a coluna simétrica, agendem imediatamente uma consulta médica. Pode ser com o pediatra de confiança, que em seguida, se for o caso, vai encaminhá-los para o ortopedista indicado. Não custa prevenir. Se não for nada demais, ao menos vocês fizeram o que tinha que ser feito e ficam tranquilos. Se for algo fora do comum, inicia-se o tratamento o quanto antes para que o quadro não se torne pior.
 
Para entenderem melhor, a escoliose infantil costuma ser de causa desconhecida, ou seja, é classificada como idiopática, e se inicia antes dos três anos de idade. Geralmente são muito graves, pois ao final do crescimento podem apresentar uma angulação superior a 100 graus, o que é muito alto e arriscado. Separei o depoimento de uma mãe, que me escreveu esta semana, contando sobre o caso de sua filha que hoje tem 4 anos. Não as identificarei para que não se sintam expostas. Leiam o trecho: 
 
"Tenho uma filha com escoliose idiopática e que usa o colete de Milwaukee desde 1 ano de vida. Ela hoje está com 4 e faz tratamento com o Dr. Elcio Landim, no Hospital Oswaldo Cruz, São Paulo. Moramos em Recife (PE), é complicado por conta da distância, mas essa foi a nossa única opção, pois aqui na nossa cidade nenhum médico se sentiu confortável para tratar a nossa filha. Ouvimos muitos absurdos dos profissionais. Teve um médico que disse que ela não iria sobreviver... Imagine, por conta de uma escoliose! Sofremos bastante até chegar ao Dr. Landim, que nos esclareceu tudo e nos acolheu, iniciando o tratamento com o Milwaukee. A escoliose chegou aos 60 graus, mas hoje está em torno de 43. Estamos torcendo para que ela não passe pela cirurgia e que os profissionais entendam mais sobre a escoliose infantil... Sucesso para você e obrigada pelo livro e o blog."
 
Viram como é importante a detecção precoce? Hoje a filha deles já conseguiu reduzir consideravelmente a curvatura e talvez escape da cirurgia, que é sempre o grande objetivo. Mamães e papais, fiquem atentos! E se perceberem uma escoliose em seus filhos, não se desesperem, mas também não ignorem. Tem que tratar!
Julia Barroso

Julia Barroso

Julia Barroso, mãe do Pedro, nasceu e mora no Rio de Janeiro, mas cresceu entre Brasil e Europa. É autora do livro que conta sua história real, "A menina da coluna torta" e do blog que leva o mesmo nome. Nesta coluna ela conscientiza e dá dicas sobre o problema que afeta milhares de crianças e adolescentes no mundo, a escoliose, uma grave deformidade da coluna vertebral. Neste espaço ela também nos dá o seu olhar sobre a vida como mãe.

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