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ISAAC AMANDIER

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Amamentar só parece fácil

É preciso se informar ainda na gravidez para conseguir enfrentar as dificuldades

Amamentar só parece fácil

O leite materno, sabemos de longa data, é o alimento essencial do bebê. Contém todos os nutrientes necessários para o seu bom desenvolvimento e também proporciona defesas importantes para protegê-lo de infecções e outras intercorrências. Embora existam leites artificiais, ou mesmo o leite de vaca, o natural para o ser humano é ser alimentado com o leite materno.

 
Campanhas muito bem articuladas nestes últimos meses enfatizaram a importância da amamentação. Quase sempre mães sorridentes e com olhar extasiante apareciam em vídeos ou fotos desfrutando daqueles instantes de prazer. Parece um mar de rosas.
 
Na prática, boa parte das vezes o processo não ocorre com todo este afeto e prazer. Isso porque amamentar não é uma tarefa simples e automática. É importante que a mãe, durante a gestação, cuide bem de suas mamas e favoreça a formação do bico. Ela deve ser instruída sobre posições que poderão facilitar segurar seu filho, pois a mamada durará alguns minutos.
 
Ao mesmo tempo, é importante instruí-la sobre como deverá ocorrer a pegada da boca do bebê no seio, abarcando a aréola e não só o bico, porque neste não haverá uma sucção efetiva,  gerando risco de que se desenvolvam fissuras no local, que são altamente dolorosas e tornam as mamadas desconfortáveis. Muitas vezes, isso leva à interrupção temporária, provocando acúmulo de leite nas mamas e as complicações decorrentes disso.
 
E, depois de concluída a mamada, a mãe deve ter os cuidados de higiene da mama para preservá-la. Se todos esses cuidados forem seguidos com persistência, certamente esses momentos de aproximação entre mãe e filho vão se tornar ocasiões de intimidades e troca, de acolhimento, carinho e segurança.
 
Parece fácil... Mas amamentar tem suas nuances e seus macetes! Se posso deixar um conselho final, é: “não desista, seja persistente, aprenda e ensine seu filho a mamar”! 
 
Dr. Saul é professor livre-docente de Neurologia Infantil, consultor do Programa de Desenvolvimento Infantil da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, diretor do Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI) e neuropediatra
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