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Bebê online é fofo, mas será que tudo isso é bom?

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Os bebês já estão nascendo online. Alguns, mesmo de dentro da barriga, já estão conectados. Talvez você já tenha visto comentários de bebês no Twitter, perfis no Facebook ou diários em forma de blog. Pode ser fofo... Mas será que tudo isso é bom?

Por Christen Brandt/ Tradução e reportagem de Samantha Melo, filha de Sandra e Tião

A família de Brooke Holt comprou o seu primeiro computador quando ela estava no ensino médio, no início da década de 90. Ela criou um e-mail no Yahoo e mais tarde começou um blog sobre sua vida diária. No momento em que sua filha, Beau, nasceu em 2009, parecia natural que o bebê tivesse seu próprio blog também, e agora Holt posta no blog da Beau, “Little Wakka”, algumas vezes por semana.

Para muitas mães, não é mais suficiente postar fotos do seu bebê em sua página do Facebook. Antes de seus filhos aprenderem a digitar sequer os seus nomes, os pais estão criando perfis online para eles em todos os lugares: Twitter, blogs, Facebook. Nos Estados Unidos, a onda é registrar sites com os nomes dos bebês: mais de 150.000 nomes de domínio específicos de meninos e meninas foram registrados em 2010 no país. Os pais estão se esforçando para garantir a presença de seus filhos no mundo virtual, assim que eles entram no mundo real.

Loren Splawn comprou a URL de seu filho no dia em que ele nasceu e depois transformou o endereço em um blog. "No começo, eu só queria ter certeza de que ninguém mais poderia registrá-lo – alguém com o mesmo nome ou alguém tentando vendê-lo", diz.

Não importa se o site vai ser usado ou não, mas alguns pais acham importante registrar, quase como uma patente. "Os pais sabem que a internet é cada vez mais importante e eles querem um nome de domínio para o seu bebê o ter para o resto de sua vida”, diz Warren Adelman, presidente do registro de domínio e web-provedor de hospedagem, GoDaddy.com. É assim: do cartório para a internet!

Jason Falls, de 6 anos, está aprendendo o que é um blog, enquanto seu irmão de 3 anos já tem uma série de vídeos postados no Facebook. A tendência não parece que vai abrandar tão cedo – e isso significa que nós veremos um “baby boom online” nos próximos anos.

Segurança

Porém, tudo em excesso faz mal, e essa “invasão” de crianças na internet pode ser perigosa. A gente sabe que quando os pequenos atingem uma certa idade, mais ou menos 9 anos, é quase impossível mantê-los longe da rede. É aí que eles começam a pedir para abrirem contas nas redes sociais, como Facebook. Esse tipo de site exige que os usuários sejam maiores de idade, mas na prática, cada vez mais cedo os pequenos têm suas próprias contas. Nesse caso, todo cuidado é pouco.

Especialistas recomendam que apenas após os 12 anos as crianças podem começar a entrar no mundo das redes sociais. Antes, limite o uso do computador a jogos, sites de pesquisa e programas de mensagens instantâneas (desde que você confira os contatos). Mesmo depois dessa idade, supervisione as redes sociais e use filtros para a navegação na internet, indicando os sites que você quer limitar o acesso.

É preciso que a gente sempre dê o exemplo, para que mais para frente eles não questionem as regras. Afinal, se quando eles eram bebês, tinham blogs e vários seguidores do Twitter, por que não podem estar nas redes quando mais velhos?

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