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Fragmentos de um discurso que faz minha cabeça

Criança tem que brincar

Fragmentos de um discurso que faz minha cabeça

 

“A questão é a natureza da mente infantil, da inteligência humana e de nossas conexões biológicas com o sistema terrestre, das quais, depende o  desenvolvimento do cérebro-mente. Enquanto esta questão não for esclarecida e corrigida, nossos problemas tendem a multiplicar-se.”
 
diz Joseph Pearce na abertura de livro A Criança Mágica.
 
Falou de Piaget, como fonte: “Piaget percebeu o erro da psicologia em começar seu estudo partindo do ser humano adulto e indo em direção à criança, levando para a pesquisa os preconceitos e pontos de vista de uma lógica já desenvolvida”.
 
Pearce segue falando do trabalho de Piaget e sua grande contribuição para o entendimento da maturação biológica e consequentemente psicológica da criança.
 
Mais adiante, cita Herman Epstein, um biofísico que observa saltos de crescimento cerebrais a cada quatro anos. E continua falando da pesquisa sobre o pensamento mágico infantil.
 
Diz Pearce: a questão fundamental das pesquisas psicológicas tem sido: como fazer com que a criança se ligue à realidade? O que fazer para que a criança abandone o pensamento mágico? E propõe: por que não o contrário? 
 
Pearce pergunta: teria a natureza errado ao criar a criança, que passa a maior parte do tempo nas atividades aparentemente improdutivas? Ou não será possível que o que há de errado sejam nossas ideias a respeito da criança e da natureza?
 
Joseph Pearce faz a pergunta que os adultos querem calar. Temos que ser disciplinadores até que ponto? Estamos educando nossas crianças para quê? 
 
A pista que temos, diz Pearce, é a compulsão universal da criança para brincar e fantasiar. Se todas as crianças passam a maior parte de seu tempo em determinada atividade, então essa atividade deve desempenhar um papel importante na organização genética. Os jogos de fantasia e o pensamento mágico não podem ser erros da natureza ou exemplos de uma lógica infantil defeituosa que necessita da correção do adulto, porque nenhuma espécie sobreviveria com uma contradição tão intrínseca como essa...
 
E assim vai Pearce, deliciosamente defendendo o direito de ser criança, de não querer comer àquela hora, de não querer tomar banho, ou falar com as visitas, de não querer trocar de roupa, de querer comer com as mãos, subir na mesa e chorar muito quando não quer parar de brincar. 
 
Luiza olivetto é arte-educadora, artista plástica, cenógrafa, figurinista, designer, astróloga e colabora com a revista Pais & Filhos desde 2003 
Luiza Olivetto

Luiza Olivetto

Luiza Olivetto é arte-educadora, artista plástica, cenógrafa, figurinista, designer, astróloga e colabora com a revista Pais & Filhos desde 2003.

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