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Mamãe foi trabalhar
Pedir ajuda nas horas difíceis pode ser um grande desafio para as mulheres

Pedir ajuda nas horas difíceis pode ser um grande desafio para as mulheres
Por Juliana Delleva Cadiz
Muitas mulheres que trabalham, especialmente as mães separadas, solteiras e divorciadas, com frequência ficam sobrecarregadas diante de tantas responsabilidades que enfrentam sozinhas todos os dias em casa e no trabalho. Mas são as horas difíceis, os momentos de crise, que nos trazem o crescimento pessoal; e se relutarmos em pedir ajuda deixamos de aprender valiosas lições de vida.
Às vezes nos encontramos em fases em que tudo vem à tona e os problemas aparecem por todos os lados. Como mãe, diante de fases difíceis no trabalho e em casa, sempre me preocupei em não chorar na frente da minha filha, e nem deixar que ela se preocupasse com problemas que fossem minhas responsabilidades. Para mim, foi sempre um desafio demonstrar meus sentimentos, assim como me abrir com amigos, e dividir os problemas pessoais e profissionais.
Mas acabei percebendo que minha postura não precisava ser exatamente aquela. Foi após um grava acidente de carro que tive no ano passado que me deparei com amigos oferecendo ajuda de todos os tipos. Então percebi a dificuldade que tinha de aceitar essa ajuda- por razões que iam desde orgulho até insegurança.
Então, aprendi que aceitar ajuda pode ser um valioso exercício de humildade. Ter sido ajudada na fase mais difícil que enfrentei na minha vida me trouxe uma sensação de liberdade e imensa gratidão. Me libertei da pressão que eu mesma trazia de não mostrar pra ninguém que eu estava triste e preocupada e percebi a mensagem que estava passando para minha filha com meu comportamento.
Chorar na frente do filhos pode até ser algo positivo, pois mostramos a eles que isso faz parte da vida. Ninguém vive de aparências e nessas horas é que encontramos forças pra seguir em frente, aprendemos com os erros e reconhecemos os verdadeiros amigos.
Buscar ajuda é muito importante. Pedir orientação, conselhos, orações e até mesmo favores, são ações que precisam ser feitas para termos o apoio necessário e enfrentar as “tempestades” ocasionais.
E depois de cada tempestade vem a calmaria, o sol brilha e toda dor vira uma lembrança do que já passou. E assim recomeçamos, mais fortes e com o coração cheio de gratidão para aqueles que estiveram do nosso lado e fica claro que o ser humano só evolui quando aceita que não consegue seguir em frente sozinho.
Juliana Delleva Cadiz, mãe de Olivia. É formada em Administração, com mestrado em Relações Públicas. É uma profissional feliz e realizada, mas nada a define melhor do que ser mãe da Olivia. Fale com ela: juliana.colunista@revistapaisefilhos.com.br
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