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De olho no mundo para criar moda infantil inteligente

Conheça a história da Mini Humanos

De olho no mundo para criar moda infantil inteligente

A Mini Humanos surgiu da experiência de duas ex-funcionárias de uma rede de lojas de departamento. Ana Carolina Pinheiro e Roberta Vasconcelos atuavam no departamento de compras de moda infantil de uma multinacional. Lá, perceberam que os pais ficavam restritos à falta de opção, era só rosa para meninas e azul para meninos. Resolveram então largar o mundo de uma grande corporação e oferecer um universo bem mais vasto, com cores, estampas e temas para bebês e crianças, e criar uma grife só delas.

Há quase 8 anos, quando o roqueiro (vocalista do Ratos de Porão e apresentador do programa Legendários), João Gordo, estava prestes a se tornar pai, elas se perguntaram como esse pai punk vestiria sua filha. Hoje, tanto Vitória quanto Pietro, filhos do roqueiro com Viviana Torrico, não apenas se vestem com a marca, como também viraram parte da “família” Mini Humanos. Aliás, se tornar amigo dessa turma não é nem um pouco difícil.

Conhecer a Roberta é se encantar com sua inteligência, com sua facilidade de falar sobre qualquer assunto, com seus olhinhos orientais atentos a um bom bate-papo e, claro, com sua simpatia. Sua formação é em administração, mas como adora pessoas, tem também em seu currículo uma pós em sociologia, o que justifica os vários olhares da marca sobre diversas culturas. Ao lado dela, a Ana Carolina, estilista boa de desenho e especializada em estamparia, é quem faz as combinações de cores inusitadas e estampas especiais que as duas imaginam juntas.

A grife surgiu da identificação de uma oportunidade de mercado. As sócias não tinham filhos e nem crianças por perto para justificar o caminho escolhido. Na época, vários clientes estranhavam a proposta de inserir o “pretinho básico” no enxoval dos bebês, mas elas persistiram e são umas das precursoras nesse movimento do rock na moda infantil.

Mas não é só de música que elas gostam de falar. Nas coleções, os temas nacionais, étnicos e culturais são muito bem trabalhados. A literatura de cordel, uma homenagem ao trabalho do arquiteto Niemeyer, o olhar sobre a história da ilha de Cuba, a Bossa Nova, o Butão – país que mede o índice de felicidade de seus habitantes – e os elementos da cultura oriental, como os dragões, gueixas e samurais são inseridos em peças infantis. De forma que não apenas os pais, mas muitas pessoas ligadas à cultura, adquirem as peças para presentear os amigos.

Hoje, Roberta é mãe de Benedito, e Ana, tia de João Francisco, João Vitor, Antônio Pedro e Isadora. Agora, as duas valorizam ainda mais o trabalho que fazem. Principalmente porque as criações que desenvolveram para os meninos sempre foi muito diferente do que se encontra por aí.

Tudo na empresa tem um toque pessoal. Elas subsidiaram o maquinário da facção-parceira, possuem relacionamento muito próximo com os lojistas espalhados pelo Brasil e pela Espanha, atitude que também aparece nas coleções. A cada estação um artista é convidado para desenhar um tema. Para o verão, Valentina Saavedra, de apenas 9 anos, foi a escolhida. Ela, que sempre participou das campanhas vestindo os modelos da marca, transformou em traço sua paixão pelos gatos. O resultado pode ser conferido na coleção – fofa demais – “Os gatinhos de Valetina”.

O slogan da Mini Humanos é “arte e cultura para vestir e divertir”. Seria interessante inserir aí, também, que é uma empresa que faz com que as crianças, parceiros e papais cresçam com uma cabeça aberta e pronta para um mundo mais colaborativo e inteligente!

Ivy Tinoco

Ivy Tinoco

Ivy Tinoco tem uma gata chamada Mafalda. Não tem filhos, mas dedica toda sua corujice aos afilhados. É pós-graduada em Marketing e formada em Publicidade e Moda. É autora do site: www.bloguinho.com.br.

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