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O que você vai ser quando seu filho crescer?
Eles nascem, crescem e vão embora. É bom se preparar para essa emancipação
Parece que vai ser pra sempre e depois parece que passou rápido demais. Às vezes até entendo a vontade de ter quatro, cinco, seis filhos. Hoje, filho associa-se à despesa... E esse custo da prole acaba sendo a desculpa para famílias pequenas. Mas é duro resistir à tentação de poder compartilhar aqueles primeiros anos com eles, as descobertas deles, as nossas, suas singularidades e sua evolução.
Só que um dia eles crescem e não querem mais deitar no seu peito e ficar abraçados no sofá, ou, se querem, já não cabem mais e têm um cheiro meio esquisito, e têm pelos e não têm mais paciência conosco. Sinal de que a necessidade de independência começa a surgir.
Só quem tem filhos entende o amor materno e paterno, essa total assimetria, diferença de qualidade e intensidade. Amamos tê-los por perto, a convivência, eles nos amam, ponto. Nos admiram, nos copiam, nos analisam e precisam disso para se constituírem e um dia nos deixarem.
Só nossa emancipação nos dá as condições de entendermos, apreciarmos nossa relação com nossos pais. Enquanto estamos envolvidos naquele "manto protetor" não nos é possível perceber os fluxos, as trocas, pois o mesmo manto que aquece nos sufoca.
E você? É o tipo de pessoa que cria os filhos para o mundo ou para si mesmo? Quer que eles saiam, cresçam e amadureçam ou que cresçam e amadureçam ao seu lado?
Costumo brincar com minha esposa que é bom cuidarmos um do outro, pois os filhos se vão e nós ficaremos. Eu realmente acredito nisso.
Até a próxima.
André Mantovani
André Mantovani, pai de Antonio, Maria e Pedro, é casado com a Renata. Economista e mestre em semiótica, já foi garçom e presidente de empresa e hoje em dia anda bem mais tranquilo


